...

hoje vejo que se o corpo sofre no peito o sorriso nada disfarça...
e se a alma seca no seio o corpo não passa de casca....
e quando o olhar volta no tempo ele não mede a estrada...
faz da luz algo em linha reta que pelas curvas se retrata....
faz os poucos acertos virarem piada...
no velho tom da dança que nunca acaba....
e minto quando espero algo dessa alvorada...
na verdade percebo que acordo sem mais nenhuma marca...
e que não tenho mais o medo que me encolheu as asas.
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