a chuva me distrai…


abri meus olhos hoje e fui bombardeado de sincronicidades. Ontem antes de flutuar para o distante mundo dos sonhos fiz uma prece como há tempos não fazia e vinculei minha vontade a detalhes de mim que desejo ver mudados. Foi assim que um amigo meu me ligou hoje falando de textos e blogs para participar. Quem sabe?!… desliguei o telefone e comentei meu sonho com minha mãe que ficou calada.

Voltei pro quarto e continuei vendo a chuva derramar-se pela cidade. Frio, muito frio. Assim percebo que por mais que eu não me sinta explicitamente renovado, carrego de fato um novo começo, como num dos sonhos em que segurava um bebê manso e sonolento. Vinha de uma tragédia demonstrar que o novo sempre nos alcança… mas quando de fato estaremos prontos para perceber e transcender?

Hoje meu dia não foi lá tão intenso como desejei, mas sinto que meu reino interno compactua comigo em certos desejos de mudança. Esse é um bom sinal…

Mas e o seu mundo interno? O que lhe falou hoje… por meio da chuva ou do sol… por meio das estradas ou das planícies verdes… por meio de um sorriso ou da raiva… O que ele lhe contou hoje?

Assim por dentro realizo um rito… jogando imagens no chão… trazendo energias de todos os cantos… não declamo nenhum nome sagrado… preciso de silêncio para ver e ouvir a porta chegar e abrir… o caminho se denunciar… por que a vida nos trás, mas também leva embora… meio que brincando conosco… esperando que sejamos mais hábeis e perspicazes...
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