Energia e Realidade

Sem desmerecer nenhum estudo acerca da realidade ou mesmo de energias, trato aqui de um ponto de vista embasado em alguns conceitos:

Primeiro vamos pensar nos números: os números como são encarados por diversas vertentes esotéricas e místicas compreende em si um valor matemático e um significado metafísico. Partindo desse ponto de vista ao estudarmos cada número separadamente compreendemos um princípio de evolução. 2.a – Pitágoras (580 a 500 AC): 1 – Metafísica: O número é o princípio constitutivo das coisas. O número par representa o infinito, o ímpar o finito. Infinito e finito se unem pela harmonia. O universo é o cosmos. Pitágoras diz que os dois primeiros números são puramente metafísicos enquanto que a partir do terceiro percebemos a realidade. Em suma o terceiro número é o primeiro número a representar uma figura geométrica e portanto o primeiro número real.



Partindo disso vamos pensar nos dois primeiros números e seus significados mais explícitos.

  • o ativo, o princípio. O primeiro momento, o pai da família sagrada. Ação. Razão.
  • o passivo, secundário. A divisão, dualidade, o binário: bem e mal; ad infinitum. Espera, maturação. Intuição. A mãe da família sagrada.
Pensando no princípio das coisas, da criação, como refletir em algo que em termos nunca existiu de fato? Num primeiro momento encaremos o início de tudo como descrito pela teoria do big bang: todas as coisas estavam concentradas num único ponto. E deste ponto a partir de uma explosão todas as coisas se espalharam e se transformaram ao longo das eras no que temos hoje. Sabemos bem que na realidade nenhuma reação ocorre sem uma ação anterior. Uma reação química necessita para ocorrer de um catalisador, que após inserido leva à transformação dos componentes anteriores em outro resultante. Então o que levou a explosão do big bang? Essa é uma pergunta que faz parecer que a própria ciência reconhece a realidade de Deus. Deus portanto haveria realmente gerado a faísca que criou tudo e todos nós? Sem querer entrar num debate religioso continuemos… A partir disso percebemos que de fato essa teoria do big bang não é lá tão sensata. Mas há de fato nesse pensamento um princípio curioso.

Se pensarmos em um casal de gêneros opostos que decide ter um filho, nosso pensamento logo encara a família: pai + mãe = filho. Essa simples equação, tendo em vista os conceitos metafísicos dos números representa muito mais. O princípio ativo mais o princípio passivo, gera uma harmonia. Os dois, e somente os dois sendo diametralmente opostos levam a crer que ao se unirem se anulam. Com esse pensamento em mente imaginemos que a partícula inicial anterior ao big bang era constituída desses dois princípios. Então tudo que estava inserido naquela partícula inicial estava numa grande harmonia. Consequentemente eram em suma neutros e não se transformavam. Tudo estava ali, contido ali, mas sem identificação dos mesmos, era tudo uma massa única e estática. Imaginar que do nada essa harmonia se altera e gera um filho, ou em outros termos se transforma num terceiro fator é não levar em consideração os séculos de ciência. Portanto o que de fato gerou a faísca, ou o sexo entre o pai e a mãe? Imaginemos que do mesmo modo que essa partícula era uma união estável e física pensemos que essa unidade enquanto física também era uma unidade enquanto energia. No entanto quando partimos para pensar em energia facilmente conseguimos ver uma massa única, homogênea. Em relação ao físico pensamos mais facilmente numa massa heterogênea, unificada, mas facilmente separável. Se observarem o filho já existe antes de ser gerado. Esse momento inicial das coisas já existia em outro nível. Diante da união estável do pai e da mãe, vamos imaginar que o filho já era cogitado na mente dos dois e portanto existia em termos. A mente dos dois juntas desenvolveram num plano mais sutil a configuração inicial do filho, ou em termos: sua alma. Enquanto sua alma era gerada na mente dos pais, nada ocorria fisicamente e a união continuava neutra. A partir do momento em que o filho é totalmente desenvolvido no plano metal ou energético dos pais, essa construção se torna o catalisador da reação química que impulsiona o pai e a mãe ao sexo divino. Ao copularem o filho é definitivamente gerado. E os dois iniciais e neutros passam a ser três. Se observarem em nenhum momento a família se dissolveu, no caso a unidade continua unidade.

A unidade pai mais a unidade mãe geram em si uma neutralidade. A unidade filho é nada mais do que a união definitiva do pai mais a mãe. Seu corpo é os dois sem ser. Se levarmos esse pensamento a uma visão tridimensional veremos a seguinte sequência: o um como um meio círculo e o dois como a metade restante. ao unirem-se forma um círculo inteiro e neutro. O pensamento do filho que fica na parte interna do círculo leva a geração do mesmo externamente fazendo o círculo virar uma esfera.

Ao seguir esse pensamento dá pra notar que a teoria do big bang é mais simbólica do que real, no entanto não vou afirmar que os cientistas que desenvolveram ela tinham essa intenção, pois isso pouco importa. Para que muitos entendam o que me levou a refletir desta forma siga o pensamento de que nada é criado do nada. Para que algo exista aqui ele precisa existir anteriormente, nem que seja de forma não literal, mas as coisas para estarem aqui já estavam em algum canto anteriormente, por isso levei em consideração que o pai e a mãe imaginaram ou perceberam o filho antes de tê-lo. Tente ao máximo refletir nessas ideias para continuarmos com o texto.

Para continuarmos vamos refletir:
  • filho. O resultante ou resultado (físico). O termo neutro (energético).
  • o filho que se torna adulto (físico). Os elementos (energético). Maturação.
Se observarem o momento quatro já está inserido na equação anterior: pai + mãe = filho (criança/adulto). Vamos forçar agora um pouco as coisas e imaginar que o filho enquanto interno nos pais será sempre criança. No momento em que ele é gerado veremos o filho na perspectiva do adulto. Esse adulto em seu caminho natural será levado a reproduzir, ao seu modo, os passos dos pais divinos. Ele enquanto adulto é a soma dos pais que geram uma terceira individualidade que se apresenta num quarto momento. Vide abaixo:

                                                                            
Pai   +  Mãe
\ filho /
|
adulto


Mas mesmo adulto ainda é o filho da equação e percebemos que de fato o terceiro número representa um aspecto físico, nós que estamos dividindo agora na criança e adulto. Em outros termos a contagem temporal é o aspecto que mais dificulta compreender essa explanação. Tudo do primeiro ao terceiro momento ocorre ao mesmo tempo. É como dizer que o big bang está ocorrendo a cada segundo na vida como um todo. Se observarmos as estruturas mais simples da matéria vamos perceber que há o elétron, o próton e o nêutron. Por mais que ao estudarmos consigamos separá-los eles são uma unidade em si mesmos. Então o pai a mãe e o filho são uma trindade na unidade. E esses três momentos ocorrem ao mesmo tempo o tempo todo. O tempo eu configuraria como sendo pertencente do momento quatro, ou na verdade percebido do momento quatro em diante.

Assim para pensarmos no adulto, dentro destes termos que venho usando, facilmente podemos compreende-lo como aquele que já está apto a gerar outro ser. Nem que seja ainda no plano mental. Fugindo um pouco da perspectiva literal das coisas vamos pensar que não necessariamente o adulto precise gerar um filho externo, mas pode gerar um filho dele mesmo em si mesmo. Para não se confundir pense no número cinco:

  • força, atuação. Controle da mente sobre os elementos ou subordinação. Individualidade. O ser humano em sua perspectiva de perfeição. Pentagrama.
Nesse momento a criação demonstra seguir um ritmo, onde cada elemento que contém em si a trindade é manipulada por uma força “superior” ou mais apta, mais consciente. Seguir a sequência de todos os números não é meu objetivo. O que tento e teimo aqui é demonstrar que por mais que separemos o físico do sutil os dois em si não são nada separados. Encarar a alma ou o corpo como individualidades totalmente separadas é pecar pelo absurdo. Energia e matéria são em suma uma única coisa que em três momentos se identifica. Vale ressaltar que quando falo em corpo, falo no plano da matéria densa, ou o plano físico, e que não necessariamente uma consciência pra existir necessite de um corpo humanoide como casca.

O plano físico e espiritual, dentro destes termos são co-dependentes, e isso de fato leva ao pensamento de que o fim do plano físico é algo impossível. O mundo de fato um dia explodirá, mas o resto vai se regenerar como sempre fez. O início, momento tão procurado pelo homem, é algo que nunca existiu. Todas as coisas no universo sempre estiveram fazendo o que estamos percebendo agora através da observação e estudos que é a transformação. A perspectiva temporal é ao meu ver secundária e gerada pela simples mutação das coisas. O que significa dizer que os três primeiros momentos não sofrem ação do tempo. Já quando o quarto momento é alcançado, vê-se que o tempo já está inserido na equação, advindo da bipartição do momento três (criança/adulto). O quinto momento surge da necessidade do "adulto" de atuar como tal. Ele é em si uma transformação de um momento passivo (o quarto momento) para um ativo. Em suma ele continua sendo o mesmo, mas agora está de pé. Se continuarmos com os números veremos que as coisas começam a ficar mais externas do que internas. Para facilitar essa sequência utilize o Tarot.

Seguindo tais elucubrações tente ao máximo levar esse pensamento para realidade: como os três momentos iniciais ocorrem ao mesmo tempo, eles ocorrem sempre. De algum modo vamos perceber esse princípio desde uma árvore até a mente. No momento quatro adiante pense que esse desenrolar das coisas está sempre inserido no momento anterior, que no caso o momento anterior contém num plano mais sutil uma pré configuração do que será seu resultado, no físico. Mas não encare isso como uma dependência de um com o outro, mas sim como uma relação entre todos. Somos um mesmo sendo milhares.

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Zzurto
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