solto… pelo espaço

Preza o silêncio em tua cabeça. Este espaço aberto é terreno fértil. Dele se inflama todas as condições para o ato. Ato que de tão rápido parece muitas vezes preceder o pensamento.

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Mas o pensamento está incluso sempre, dele nada escapa. Mesmo as maiores atrocidades estão contidas no pensamento, mesmo este pensamento se arrependendo, se repreendendo, disfarçando a culpa a condenar o ato-falho… – Não foi de caso pensado! Mas foi… não há como negá-lo se observarmos que o pensamento é feito de espírito, e que o espírito é feito de pensamento. Sendo assim o pensamento nunca é estado vago… é sempre pensamento senão algo já teria tomado o seu lugar há muito tempo. - E como chamaríamos tal estado vago? Não me vem nenhum pensamento, pois este se calou mesmo mantendo sua condição inalterável. - Então pensar é também silêncio! Na verdade o silêncio é quando realmente entendemos o pensamento. O silêncio é o célebre momento… tão célebre ao ponto de pode vir a ser qualquer outro momento. Transmuta-se como nenhuma outra coisa no mundo consegue, tornando-se a cada momento o que já era… pensamento! E quando infringe na realidade tamanho tormento… transforma o momento em ato e já não parece mais pensamento, mas este não se importa muito com isso. O pensamento já está noutro ponto do momento curtindo ser outro pensamento sobre qualquer outra coisa que ainda não veio a ser ato. E o ato… bem, o ato é simples pensamento materializado. Que agora se consome pelo tempo esperando o dia que voltará a ser somente pensamento a vagar solto pelo espaço.
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