a arte da simplicidade

Estamos rodeados de brilhos a encher nossas expectativas. Os livros nos fazem crer que só o mais caro dos artefatos são úteis. Entretanto sem um sentimento real a magnetizar o objeto e a ação nada feito. É quando numa caminhada na mata a recolher alguns gravetos chegamos a fazer muito mais do que com alguma parafernália valiosa. A simplicidade é uma habilidade do olhar. Sem essa sensibilidade podemos deixar coisas importantes passarem despercebidas. Quantas e quantas vezes pensei em comprar um livro especial para faze-lo de meu diário. Entretanto nessa espera deixei de fazer o mais importante que era anotar minhas experiências e pensamentos. Nesse caso era muito mais útil utilizar qualquer caderno para isso, guardando com cuidado estes registros o resultado seria o mesmo.
Claro que há uma grande diferença entre uma taça de vidro e uma de plástico, contudo o ato é mais valioso e supera esse ponto. O gesto e o pensamento firme é a carga da qual se precisa e portanto uma taça de plástico servirá tanto quanto. Talvez até mais por não quebrar com facilidade. Mas as mãos seriam úteis também se nenhuma das duas coisas possuirmos no momento. A consagração estará encaminhada do mesmo modo.
Claro que existem coisas das quais não dá pra substituir. Se porventura você precise de sal para fazer algo não adiantaria colocar açúcar. Existe um limite nesta adaptação, o limite do bom-senso e da lógica. E não se pode generalizar totalmente. Um planta não pode ser qualquer planta, há de ser a específica ou alguma da qual se saiba exatamente que suas propriedades são praticamente idênticas ou muito próximas, até por que algumas plantas não existem nas nossas redondezas. E se há interesse em canalizar uma força específica de uma data, qual sentido em fazer em outra? E se não se sabe exatamente os detalhes de um rito, seus horários e implicações é sensato deixar de lado e estudar melhor o caso. Esse é um tipo de erro que você não vai se agradar de cometer. Chego a afirmar que se não tem total conhecimento sobre a força a qual se busca é melhor manter distância. Mas nesse ponto há de se entender os motivos de alguns ritos necessitarem de algumas especiarias ou itens específicos. Mas suponhamos que um rito específico diga que você precise de uma taça de um cristal específico. Como substituir tal utensílio? Eu avaliaria o caso do seguinte modo: se a taça precisa ser de um material específico e o líquido que se colocará será ingerido depois de algum processo o objetivo ao meu ver é magnetizar esse líquido com as propriedades do material citado. Assim eu adicionaria um cristal do mesmo tipo dentro da minha taça de plástico e acredito que o resultado seria muito próximo ou até mesmo igual. Essa é uma adaptação valiosa e útil, inclusive para o bolso.
Claro que certos materiais como citado acima devem permanecer o mesmo, até por que não faz muito sentido se dar ao trabalho de conseguir um anel específico, com inscrições específicas e feito de latão podendo conseguir de um material mais nobre como prata ou ouro. A dificuldade em se conseguir o item de latão com os detalhes específicos faz com que o aumento no valor para se conseguir um de prata não seja lá tão problemático. E ainda há o fato de que a prata ou ouro ai não é somente para encher os olhos e tem relação direta com a energia específica a qual é destinado. O que faz o objeto de latão perder características importantes que ajudariam no processo ou mesmo até atrapalhariam o processo.
Do mesmo modo adaptações podem ser feitas aos símbolos usados como na imagem acima. E esse ponto é muito mais pessoal e deve ser discutido se o ato for em grupo. Estilizações são bem vindas mas vão requerer muito mais cacife do operador para se fazer isso.
Por fim sinta-se à vontade para falar sobre suas próprias adaptações e o quanto elas facilitaram o processo ou mesmo interferiram nele positiva ou negativamente.
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